Mostrar mensagens com a etiqueta Amizade. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Amizade. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Da Ausencia

Tenho saudades deste espaço e de todos aqueles que tenho o costume de passar e que nos últimos 2 meses deixei completamente ao abandono.

A vontade de escrever existe e vou-o fazendo. Tornar público o que daí resulta é que nem por isso. Excesso de trabalho e poucas horas de sono que levam a um acumular de cansaço físico e mental.

Pode ser que após regressar de um pequeno período de férias - que vai englobar esquecer por completo as complicações do trabalho, fazer absolutamente nada, muita praia, pura descontracção e diversão entre amigos (os quais também têm sido deixados ao abandono) - a minha cabeça volte a estar fresca e fofa e retome este velho hábito de escrever algumas linhas, com pouco ou nenhum interesse, mas que me dão um gozo imenso por me permitirem dar uso à imaginação e sair fora dos assuntos mundanos que são os temas diários de conversa sobre trabalho.


De momento, já penso que o Verão me aguarda ou eu é que vou ansiando por ele. Adoro a tranquilidade que acompanha os dias interminavelmente longos que o antecedem e finais de tarde assim.


A ver vamos que frutos dará este segundo semestre de 2012 no que à blogosfera e tempo para mim mesma, fora trabalho, diz respeito. Hoje, foi só uma passagem fugaz para ver se os dedos ainda se sentem à vontade quando teclam por aqui. Definitivamente, sentem-se embora que meio enferrujados.


quinta-feira, 15 de março de 2012

Devaneios da Revolta


Tenho um amigo que de momento está a passar por uma situação familiar difícil. Sendo que, a título de desabafo, escreveu sobre a revolta que está a sentir por nada poder fazer para alterar o decurso natural da vida. O qual acha injusto.

Devido aos anos de convívio que já temos e sabendo que ele nunca soube lidar com a finitude do ser humano, nem mesmo com o processo de envelhecimento que tal impõe, não me surpreendeu que usa-se da palavra escrita para expressar o que lhe vai na alma.

O que me deixou realmente surpresa foi a forma escolhida para libertar toda a dor que o atormenta. Virou-se contra um deus, no qual diz ter deixado de acreditar aos 6 anos (quando pela primeira vez viu-se confrontado com a angústia da perda de um ente querido), e virou-se contra a crença nunca perdida  neste mesmo deus por parte de quem agora está prestes a partir, mesmo quando enfrenta um grande sofrimento.

No final da leitura do que ele escreveu, o que me ficou a matutar na cabeça é que todo este seu desabafo nada tem a ver com a sua descrença nesse deus, mas sim com a sua revolta perante a vida. Já que, a meu ver, quem não acredita num deus, não lhe atira com as culpas pelos desconfortos que a vida nos dá.

Apenas e só vi alguém que, desde os 6 anos, não conseguiu fazer as pazes com a vida, nem aceitá-la como ela é. Simplesmente, manteve a sua postura birrenta de criança que ouviu um 'não' que detestou e assim se mantém. Virou-lhe as costas e nunca mais quis saber desta sua característica finita.

Dizer um adeus definitivo dói, mas tal não deve acarretar não o fazer. Podemos não compreender ou querer aceitar, mas devemos dar espaço para este adeus passar e deixar a sua marca em nós. Para que, quando a dor causada for apaziguada, haja espaço para mantermos na memória a oportunidade que tivemos para ser felizes quando partilhámos, por momentos, a vida.

Fechar-lhe a porta, fingindo a sua não existência, não é solução.


segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

E Se...


... Só porque sim, recebessem um convite desses para o São Valentim.
Aceitavam?


sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Essencialmente, É Isto



Há uns dias descobri que os meus amigos andam preocupados comigo. Sentem-me ausente e distante quando estou com eles e, pior que tudo, não me vêem a gastar dinheiro a comprar as coisas que, normalmente, gosto*.

Sei que ando um bocadinho a leste do paraíso e com falta de vontade de me mexer, mas atribuo-o ao cansaço e à falta de paciência que de momento me invade**. Para além disso, de momento, o grupo de amigos com o qual mais me dou anda a passar por uma dinâmica meio tóxica.

Andam todos, de uma maneira ou de outra, frustrados com o rumo que áreas distintas das suas vidas andam (ou não andam) a seguir. Depois quando nos juntamos, em vez de tentarem pôr, minimamente, de lado estas frustrações, não. Trazem-nas para os nossos convívios e isso leva a que passem a maior parte do tempo a degladiarem uns com os outros quem é que está mais down e a precisar de atenção.

Claro está, que em vez de ter um par de horas descontraídas e bem passadas, em que se debatem parvoíces e assuntos mais sérios, vejo-me num campo de batalha em que todos falam mas ninguém se ouve. Já que assumem comportamentos que roçam a falta de respeito mútuo, o egoísmo, a birra e o amuo infantis***.

Assim, a pouca vontade que arranjo para estar com eles acaba por desaparecer no momento em que começam as trocas de galhardetes de "Eu estou pior do que tu", "És sempre a mesma coisa." e "Temos que fazer isto assim ou assado, senão não faço". Ao vê-los em picardias imbecis que magoam, a quererem só fazer as coisas à sua maneira e a quererem ter razão por tudo e por nada, deixa-me triste. Por isso, para não me intoxicar com estas más energias, acabo por me recolher no meu canto e deixá-los na sua conversa de surdos. E vou dizendo, sem nenhum deles me conseguir ouvir, claro!, que não percebo porque insistem em marcar encontros em grupo, já que só querem fazer as coisas à maneira deles e andar constantemente de costas voltas.

Depois alguns deles estranham quando eu digo que ando a precisar de conhecer gente nova que me faça voltar ao básico (isto é, com a qual não haja qualquer necessidade de partilha de bagagens e lixos tóxico-emocionais)****, porque esta nossa família disfuncional anda a dar comigo em louca.



* Está visto que sempre fui uma consumista fervorosa e nunca me tinha dado conta
** Ainda não tive direito a gozar nem um  dia de férias. Mas já faltou mais para isso
*** Ao ponto de se esquecerem que as respostas a um convite são um simples "Sim, obrigada." 
ou "Não, obrigada", não o "Não podia ser uma coisa/sitio melhor?", "A escolha é péssima.", "Programinha chatoooo!!!"
**** Muito sinceramente, acho que, a eles, isso também iria fazer bem, para voltarem a ter os pés mais assentes na terra e deixarem de andar às voltas dos seus umbigos


segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Conversa Entre Amigos Em Noite de Copos


Amigo - Sabes? Estou a precisar de umas noites de sexo puro.

Eu - Percebo-te. Às vezes também acho que preciso disso.

Amigo - Tudo sem compromisso. Meia dúzia ou dúzia e meia de cambalhotas e, depois, amigos amigos, gostei muito deste bocadinho...

Eu - Principalmente porque foi curto.

(Gargalhada geral)

Amigo - Hoje ao jantar estive quase a propor à N uma cambalhota destas.

Eu - E não fizeste porquê?

Amigo - Pois não sei. Ao fim de 3 copos de vinho pensei: 'devo estar a alucinar com o álcool'.

Eu - Toldados pelo álcool estas propostas fazem e deixam de fazer sentido no mesmo instante. (sorri-lhe)

Amigo - hum, hum...

Eu - Mas se ainda estás a pensar nisso devias ir propor-lhe isso.

Amigo - Eh pá! De momento estou com preguiça de me levantar. O álcool já começa a pesar.

Eu - Ok. Eu sei perfeitamente que enquanto não deitar este copo abaixo e não tiver sede de outro não me levanto daqui, mesmo já sentido o cú completamente quadrado. A noite está óptima e o álcool está a correr livremente pelo sangue. É só curtir!

Amigo - Wiiiiiiiiiiiiiiii! Estamos bem, nós.

Eu - Sim, estamos. É isso que se quer de uma noite entre amigos.

(E desmanchamo-nos a rir)

Amigo - Sim. Agora voltando à conversa e tu?

Eu - Eu o quê?

Amigo - Não estás a precisar de umas cambalhotas?

Eu - Se calhar estou, mas assim que tenho este pensamento, vem logo outro a seguir: estou mas é a precisar de uma coisa mais na onda do afecto adolescente que, para além de, alimentar sensações também alimente sentimentos.

Amigo - Pois...

Eu - Mas mais do que isso, preciso de conhecer pessoas novas, de estimular a descoberta e de uma noite salseira para matar as saudades de dançar.

Amigo - Nisso não te posso ajudar. Não tenho ninguém, de momento, que te possa apresentar e salsa, já sabes, não é a minha onda.

Eu - Ya.Tenho que ser eu a socializar.

Amigo - Sim. Agora vou ver se me levanto que tenho que ir à casinha.

Eu - Boa sorte!

Amigo - Precisas de um refill?

Eu - Ainda vou a meio, pá!

Amigo - Ok! Volto já.

O amigo voltou, assim como esta e outras conversas. O spot ao meu lado esteve bastante concorrido e eu, entre um gole de bebida e uma baforada nos cigarros que ia cravando, fui alimentando conversas pela noite fora (ora a dois, ora a três, ora a quatro. Quer amigos quer desconhecidos).

sábado, 7 de maio de 2011

Enquanto deixo o meu corpo expressar-se livremente em movimentos que seguem o ritmo envolvente da música:


A minha mente vai fazendo surgir, em flashes, imagens de momentos que se descrevem assim:

Finais de tarde, a trás de finais de tarde…



… vividos em palcos ao ar livre…



… onde há sempre conversas perdidas entre amigos, petiscos e xiripitis.


O tempo pode não querer ajudar a dar cor a estes prazeres, mas o meu corpo e a minha cabeça querem. Por isso, vou juntar os amigos num pequeno grande convívio para puxar pelo tempo…

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Conversa Séria...

… que se seguiu depois disto:


“Sabes, deixei de existir sem ele, deixei de sentir.
Não sou boa companhia para ninguém.
Não me sinto perdida, porque só sou eu quando estou com ele.
Sinto que não vivo nem sobrevivo, apenas deixo-me estar 
como a sombra que aguarda o movimento do seu dono
para ganhar vida.”


- Quando sentimos que dependemos dos outros para sermos nós mesmo e seguir em frente acontece este não existir, este não sentir.

- Sabes, acho que é mais fácil desligar o botão do sentir do que voltar a ligá-lo quando finalmente achamos que o queremos fazer. Cada vez mais acredito que o botão do ‘on’ não fica na mesma posição do botão do ‘off’. Ou então acabei por perder o jeito para sentir.

- Perdeste o jeito? Ou de momento não te dá jeito encontrá-lo?

- Talvez possa ser um pouco dos dois. Mais de um do que de outro. Não sei. Não quero saber de momento.

- Por um momento pensei que fosses buscar o teu célebre ‘não me apetece’.

- Ir buscar o meu ‘não me apetece’ seria óbvio demais.

- Talvez para quem te conheça fosse óbvio demais. Mas não achas que está na hora de largar a tua zona de conforto e seguir em frente?

- Muito se fala em área de conforto. Em sair da área de conforto e seguir em frente. Será que já não segui em frente quando encontrei um equilíbrio em que me sinto bem?

- Encontrar um novo equilíbrio é bom, mas utilizar este novo equilíbrio para não deixar desenvolver outros sentimentos em nós acho que já não é tão positivo.

- Talvez sim, talvez não… Mas como sabes as coisas para acontecerem temos de ser nós a querer. Por muito que tenhamos o mundo todo contra nós, ainda temos de ser nós a querer não ir contra o mundo.

- Falas de ritmos. Cada um tem o seu. Eu sei. Devemos respeitar isso mas de quando em vez gostamos de dar um empurrãozinho quando vemos e sabemos que as coisas podem ir um pouco mais rápido.

- Chegaste aonde eu queria. Respeitar o outro, o ritmo do outro e a vontade do outro. É só isso que se quer. Sei perfeitamente que dá para acelerar as coisas, mas não o faço porque não quero. Porque sinto a pressão que me colocam todos os dias. E como sou do contra e ainda sei o que quero da vida, faço o que quero e sinto ser o melhor para mim.

- Aceito, mas mesmo assim acho que já podias ter passado da teoria à prática. Olhar mais para ti. Usar a tua sabedoria para fazeres algo mais por ti. Usares a tua determinação para ires mais além. Vejo como estás sempre pronta para ajudar a resolver as crises dos outros, sempre de peito aberto para enfrentares os moinhos de vento que não te pertencem, esquecendo-te de ti. Deixando o teu sentir para um segundo plano. É só por isso que preferia ver-te acelerar um pouco mais o teu ritmo.

- Tanto elogio?!?!?... Brincadeirinha… Percebo onde queres chegar, mas de momento sinto-me melhor a abrir os horizontes aos outros do que a abrir os meus. Até acho que  tentando fazer isso aos outros vou aprendendo um pouco mais sobre mim. Percebo que a capacidade de dar sem nada pedir ainda existe.

-Mas pensavas que tinhas perdido a capacidade de dar? Acho que esta é uma das tuas qualidades que consegues manter intacta.

- Às vezes acho que esqueço-me quando e como a devo usar.

- Será uma questão de saber? Ou uma questão de quereres deixar-te levar?

- Será…

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Marca do Fim-de-semana...

Queda aparatosa no meio da estrada quando o eléctrico vem a passar.


Rescaldo: ritmo cardíaco descompassado devido ao susto, nódoas negras para dar e vender (pé direito - 1; perna direita - 2; braço direito - perdia a conta, mas sem dúvida mais de 4; braço esquerdo - 2) joelho esfolado e dores nas costas. Coisa pouca, portanto!

Felizmente, houve também coisas boas para minimizar o trauma: banho de sol para a fotossíntese e dois dedos de conversa, a antecipar as tardes de Verão;


Jantar organizado às três pancadas por achar que pegar no ano novo chinês e na tradição festiva cigana é pretexto mais do que suficiente para juntar velhos e novos amigos, só porque tinha vontade de estar com eles;


Dia de domingo inteiro na cama a repor energias, a apaparicar-me e a deliciar-me, com um grande sorriso nos lábios, com a minha mestria de não fazer absolutamente nada. Pena, mesmo, só as dores da PDQ (Prostituta Da Queda).

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Há Dias e Dias...

O dia que passou foi bem preenchido.

Começou com hora e meia de trabalho, seguida de três horas de almoço de Natal rodeada de engenheiros, desenhadores e conversas quase sempre sobre estruturas, Vinho do Porto e Queijos dos Açores.

Terminados os compromissos laborais, vieram quatro horas e meia de caminhada, lanche e conversa de amigas sobre a aventura de largar tudo o que se tem como garantido e aceitar o desafio de alimentar África a partir dos bucólicos campos holandeses.

Como o tempo passado entre amigos é sempre pouco, houve seis horas  compostas de viagem gastronómica pelo Japão, viagem musical XPTO pelo Templários, regadas a copos e, uma vez mais, conversas menos sérias, vazias de importância mundial, mas de extrema relevância pessoal, pela leveza e sorrisos que trazem.

Para terminar em beleza, ao chegar a casa fui recebida pelos doces odores do açúcar e da canela do Natal, os quais, agora sim, fazem-me sentir que já estou pronta para receber a pequena, grande festa da família.

Ah! Só falta preparar a mesa, fazer o teste de som e, claro está, enfeitar a Árvore de Natal que ainda está, assim...



... sem qualquer roupagem.

Família te espero.

domingo, 10 de outubro de 2010

Do Verão ao Outono...

... Foi  um instante:

- Os dias intermináveis do Verão foram substituídos pelas primeiras chuvas do Outono;
- As botas já ocupam os pés em vez das sandálias e das havaianas;
- O corre-corre de 8 a 10 dias de trabalho nonstop em horários loucos deu lugar a uma total ausência de horários.

Mas na memória fica, uma vez mais:

- Os dias descontraídos de praia de papo para o ar;



 - As caminhadas despreocupadas;



- As conversas perdidas e maratonas de esplanada com sunset e after sunset na companhia dos amigos.



Para além de ter a certeza que este curto período de tempo marcou o fim de um ciclo de 3 anos e dá início a um novo começo que se quer de crescimento pessoal, profissional e sentimental.

Só é preciso estar no sítio certo, no momento certo e aproveitar aquilo que a vida nos apresenta.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Rock in Rio 2010

Noite de ontem foi marcada por visita ao RiR Lisboa, 2010.


 A companhia estava animada, houve indícios que algum de nós estivesse possuído pelo demo, mas foi algo que rapidamente se ultrapassou ao fim:

- de uma hora para conseguir chegar a Alvalade para deixar o carro no sítio certo, apanhar o bus que nos deixou mesmo à porta, com direito a parada de trânsito para que suas excelências pudessem entrar;

- de passeio de reconhecimento, ver as vistas na procura do best spot para 'acampar';

 (palco mundo visto do nosso spot)


(a nova aquisição do RiR 2010 - Roda Gigante)

- de jantar 5 estrelas sempre a falhar na escolha dos talheres, mas com overdose de sobremesas, gelados, sopa, hamburger e Moscatel;

- de termos descoberto que não temos jeito para a caça ao brinde, mas sim para a caça aos cromos, colecção de fotos fantástica;

(momento de diversão com o patrocinio da pepsi)

- de sessão de fogo de artifício com lua como pano de fundo;

- Ah! e claro está, de ouvirmos alguma música: Xutos já só o final do concerto, mas nada que já não se tivesse ouvido em anteriores, Snow Patrol foi uma descoberta positiva, mesmo com o engano no início de uma música que originou um pedido de desculpa (tinha video para cá pôr mas também não sei o que se passou) e Muse, com o Matthew no seu fato de noite de chuva de estrelas no campo.


(mesmo antes dos Muse)

Resumindo foi noite bem passada que terminou depois das 3 da manhã quando finalmente me encontrei com a minha cama... UFA!!!!!!!

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Desabafo

O fim chegou. Dizer adeus foi mais simples do que temia e menos doloroso do que sempre imaginei.

O peso que, no último ano, carreguei às costas e que tanto me incomodava, desfez-se no final da frase: "Já não dá para continuar a viver assim. Tenho de seguir em frente e buscar uma vida que não inclui a nossa relação." Voltei a conseguir respirar fundo e tranquilamente. Deixei aquela que foi a nossa casa de cabeça erguida e de peito aberto para um novo futuro.

Após o torpor inicial que o novo respirar me trouxe, a incerteza abateu-se sobre mim. Não por arrependimento da decisão tomada (como alguns acharam), mas sim pela multiplicidade de novos caminhos que surgem.

Decidir sozinha, expressar unicamente a minha vontade, voltar a pensar em mim como o todo. Difícil, talvez mais estranho do que difícil. Mas voltando a respirar fundo, acabo por sorrir porque sei que as escolhas para já são somente minhas.

sábado, 23 de janeiro de 2010

Aceite Num Olhar

Eu não procuro quem me compreenda, apenas e só quem em aceite.

Eu não procuro quem me idolatre ou tema, apenas e só quem me respeite.

Tenho defeitos, tenho feitios, vivo, penso e ajo de forma diferente. Eu sei disso e não o nego. Todos os outros também o fazem, por isso não me sinto menos do que ninguém.

Muito mais do que apontar o dedo ao outro e de imediato acusar com um isso não se faz, isso não se diz ou isso não se sente, prefiro dizer: ‘É engraçado, nunca pensei nisto assim.’ ‘Nunca disse isto assim.’ ‘Nunca senti nada assim.’

E o que mais me agrada ouvir do outro, após uma destas afirmações, é um surpreendido: ‘Não?!?!? Então como é contigo?’ E daí começar uma conversa, em que exponho o meu ponto de vista, porque sinto que sou ouvida, que à minha frente está alguém que interioriza cada palavra que digo e que, mesmo sendo o oposto do que sente, diz ou faz, no final esboça um sorriso que vejo ser sincero pois também transborda no seu olhar.

Não são precisas mais palavras para perceber que quem se apresenta à minha frente pode não me compreender e não ser por mim compreendido, mas aceitou-me como sou e sente-se aceite como é.

No final também eu sorrio.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Rescaldo da Época Festiva que de festiva ía sendo muito pouca

À meia noite do dia de Natal, estive a desesperar por um táxi que nunca chegou, enquanto via que os condutores dos poucos carros que por mim passavam, em plena Avenida dos Combatentes, abrandavam com receio que me fosse atirar para debaixo deles, qual frustrada a tentar pôr fim à sua vida.

À meia noite da noite de Passagem d'Ano, já havia 3 minutos que tinha dado as boas vindas a 2010 sem tocar numa única taça de champanhe, pois o relógio da festa estava adiantado.

À meia noite do dia de Ano Novo, junto com os amigos malucos de longa data, foi inventada a tradicional "descontagem de ano novo", com brinde e desforra de champanhe até quase não saber a quantas ía.

A minha vida está mesmo a dar cabo da tradição...

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Meu Querido Mês de Agosto


Entre dias de muito trabalho, intercalados com outros de muita praia e de sombra por algumas esplanadas estou:

A redescobrir, a repensar e a descartar 'velhas' amizades.

A cimentar, a encontrar e a procurar novas amizades.

A silly season serve para estas coisas.

terça-feira, 11 de setembro de 2007

Amigos...



A Lu e o Nel convidaram-me para jantar com eles, porque como estou em processo de DesSocialização acham que o que me faz falta é sair e estar com pessoas.

Depois de muito pensar e de muito os ouvir, lá aceitei o convite. De facto, há algum tempo que não estamos juntos.

No dia, local e hora combinados, apesar de a minha vontade continuar a ser pouca, lá estou eu, a Lu, o Nel e... mais uma pessoa, que nunca vi na vida. Ao que parece trouxeram um 'amigo', o , que, 'supostamente' consideram ser a companhia 'ideal' para mim, nesta noite.

Ao dar conta da situação, torço o nariz, mas apercebo-me que o também foi levado por eles, por isso guardo a indignação para mim.

Após as apresentações, sentamo-nos, escolhemos os pratos e mantemos a conversa pelas trivialidades que marcam um primeiro contacto. O Jô é simpático, bom conversador e demasiadamente educado: puxou a cadeira para eu me sentar, levantou-se quando fiz intenções de ir à casa-de-banho, puxou do bolso um isqueiro - apesar de não fumar - quando me viu pegar num cigarro.

Como eu, o Nel e a Lu somos amigos de longa data, a conversa rapidamente entra num registo mais descontraído. Falámos de trabalho, família, música, dança e amizades. Rimo-nos muito com situações mais ou menos estranhas que já passámos e com histórias que nos vamos lembrando (o Pêra Manca começou a fazer efeito).

De uma destas histórias salta o nome do , que já não vejo há um/dois anos. Nada demais, até eu descobrir que o também conhece o personagem (tal como a Lu, o fui colega de trabalho dele). De facto o mundo é mesmo muito pequeno. De tantas pessoas que passaram pela minha vida tinha de ser logo o?

Não sei quanto tempo estive perdida nos meus pensamentos, mas quando dei conta tinha a Lu a chamar-me à Terra e a perguntar se tinha ouvido a pergunta que o me fez.

'Claro que não ouvi', estava completamente envolvida numa boa recordação que me deixou com um sorriso estúpido de orelha a orelha. Depois do embaraço da situação, pedi ao para repetir a pergunta.

- Conheces o ? Olha que giro, mas como é que se conheceram?

Eu olho para a Lu, o Nel olha para mim, os dois trocam um olhar trocista entre si e eu mais uma vez vejo-me numa situação embaraçosa porque ambos sabem o quão ridículo foi este momento e conhecem o enredo da 'nossa' a história. Querendo sair rapidamente do centro das atenções lá me viro para o e digo-lhe:

- Conhecemo-nos há três anos, no jantar de aniversário da Lu.
- Ele é um prato, não é?
- É...

Entretanto vem a sobremesa, depois os cafés e a conta. Aproveitando a ausência do , a Lu e o Nel começam a tentar vender-me o amigo:

Lu - Hummm... ele é muito simpático.
Nel - Vocês fartaram-se de conversar.
Lu - É giro, é educado.
Nel - Ele não tira os olhos de ti.
Eu - Eh pá já não basta terem-me trazido para um blind date, ainda tenho que levar com esta treta. Tudo bem, ele é simpático, conversador, não tirou os olhos de mim, mas...
Lu - Xiuuu... Ele vem aí.


Remeti-me ao silêncio, mas não calei o meu pensamento. Ele é simpático, conversador, não tirou os olhos de mim, mas... mas demasiadamente educado: ofereceu-me o jantar, 'correu' para me abrir a porta do restaurante, disponibilizou-se para me levar a casa, 'correu' para me abrir a porta do carro, perguntou se a música que tinha a tocar no auto-rádio me agradava, se preferia outra ou se queria que desligasse, quando chegámos voltou a 'correr' para me abrir a porta do carro. Pronto não houve clique. Cheguei a casa com a sensação de ter jantado com alguém da geração do meu avô, demasiado certinho para o meu gosto.

Entre o vinho e o sono que embalavam a noite, ainda houve espaço para mais uma das minhas gaffes. Na despedida chamei-o de .

segunda-feira, 9 de julho de 2007

Quero Mais Sábados Assim



Um sábado diferente, com muito ritmo, com muita dança, com muita música, com muita gargalhada, com muita diversão e com muita caloria, só com as melhores companhias.



Vamos voltar a repetir? ;)


segunda-feira, 11 de junho de 2007

Dia Difícil?!?!

O fim-de-semana foi bom. Começou mal com um ataque de febre que não queria ceder, foi necessário recorrer a 6 doses duplas de ben-u-ron, a 2 noites mal dormidas e a 1 viagem ao Algarve, que acabou adiada. Mesmo assim o fim-de-semana superou as expectativas.

Teve cinema. O Ocean’s 13 deu para as meninas lavarem a vista.

Teve gargalhadas e mais gargalhadas num café com 2 amigas, que durou 4 horas. Desde Fevereiro que estava a ser marcado e desmarcado e acabou por acontecer no dia mais inesperado, mas valeu mesmo a pena. Conseguimos pôr as pessoas à nossa volta a pensar que deveríamos estar sob o efeito de alguma substância ilícita.

Teve a inauguração da Kananga do Japão de Paço d’Arcos. O esposo JSP sabe receber os amigos. Presenteou-nos com uma viagem de sabores pelo mundo. O convívio foi 5 estrelas, o álcool foi mais que muito. Houve até quem se queixasse que os shots de brigadeiro estavam potentes. O martini, a sangria de champanhe, o mojito, o vinho e os shots de tequilla não contribuíram em nada para a falta de sangue no álcool que alguns acusaram.

Teve o martini final em Queijas City. Se é para a desgraça, que seja mesmo para a desgraça.

Teve almoço com os primos quase irmãos. Os convívios com a família ainda têm muito que se lhe diga e proporcionam grandes momentos de alegria e divertimento.

Teve jantar com os amigos que de quando em vez lá largam as ilhas e vêm dar um alô bem tropical ao pessoal.

No domingo à noite, quando finalmente aterrei na cama, ficou a sensação de 4 dias muito bem passados.

Apesar de o plano inicial englobar Algarve, praia, sol, sopas e descanso, nada disso fez falta. Não é por acaso que se diz que só faz falta quem está.

Pensava que tanta agitação não tinha feito demasiados estragos físicos, mas hoje vejo que deixou marcas. Parece que o corpo esperou pelo início da semana (que se adivinha complicada) para descomprimir e libertar o cansaço. Dói-me tudo. Até pestanejar é terrivelmente doloroso.

Hoje, definitivamente, o dia está a ser difícil.

quarta-feira, 30 de maio de 2007

Direito à Indignação ou Conversa de Surdos


Hoje, como é dia de greve e greve implica reivindicação de direitos, vou aproveitar este meu espaço para reivindicar o meu direito à indignação.

Pela primeira vez, vi um comentário meu ser eliminado de um blog de uma amiga. Estou francamente indignada com ela.

Não foi nada de mais. Tanto o que escrevi, como a atitude dela. Todos temos esse direito.

Mas fiquei passada, não posso deixar de dizer. E porquê? Porque ela não teve a frontalidade, a leveza de espírito e a maturidade para me confrontar com a situação. Mesmo depois de ter estado à conversa comigo. E disso só posso tirar 3 conclusões:

- o que escrevi foi algo extremamente ofensivo (não acredito);

- ela acha que o que escrevi fere o sentimento alheio (apesar do alheio estar francamente a brincar com os sentimentos dela - mas isto se calhar não interessa nada);

- não sou merecedora de tamanha consideração.

E como não gosto de ficar com a pulga atrás da orelha, resolvi perguntar o motivo. A resposta dela: o meu comentário foi "despropositado" e "insensível". E apesar de sentir isso "não me lembrei mais disso... Era para te dizer, mas confesso que me passou", continuou ela.

Estranho, é o mínimo que posso dizer. E disse-lhe isso mesmo, acrescentando outros floreados. Ao que ela disse que registou a minha opinião, que para ela já é mais do que conhecida, "só não a quis tornar pública" porque não "me queria estar a chatear contigo por uma coisa dessas".

Alguém me pode explicar esta contradição? É melhor não...

Não se quer chatear?!?!? Ela não se chateou, mas eu estou para lá de chateada. Tanto que não me calei e o que saiu foi: "não é comigo que não te queres chatear é com o outro. Tens medo que o que eu escrevi o incomode, mas se queres continuar a enganar-te..."

E remata, numa toada de falsa despreocupação (defesa que resolveu usar, mas que tem pouco a ver com a forma dela viver as relações): "se calhar é por aí sim, amiga! Mas deixa lá, deixa-me sonhar... Quando tiver de ser acordo."

Mais uma vez estou a ver a minha amiga a dar importância e até a vida a algo e a alguém que francamente não lhe traz mais nada do que uma felicidade instantânea e momentânea. Ela insiste em viver um sonho cujo final irá transformar-se em pesadelo, e apesar de o saber continua a recriar um cenário de relação perfeita. Tão perfeita que começa a desligar-se do resto que compõe a sua vida.

Cansei-me, esgotei as minhas energias, a minha disponibilidade, a minha vontade e a minha paciência de estar a falar para a parede e estar a ver o meu ouvido transformado em caixote de lixo.

A conversa de surdos que mantive com ela ao longo de 6 meses em redor do "Diário da Nossa Paixão Proíbida", em redor de crises existenciais e em redor de constantes exigências tuas de respostas que não quero dar, porque já as dei, ou porque não me apetece dar, termina aqui.

O que foi a última gota d'água? Quando ao excerto do texto dela, " Mas cá estamos 6 meses depois... unidos por algo bem forte que promete durar...”, eu respondi, “O drama, o horror, a tragédia… Não quero ver!”

Fim de reivindicação.