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quinta-feira, 15 de março de 2012

Devaneios da Revolta


Tenho um amigo que de momento está a passar por uma situação familiar difícil. Sendo que, a título de desabafo, escreveu sobre a revolta que está a sentir por nada poder fazer para alterar o decurso natural da vida. O qual acha injusto.

Devido aos anos de convívio que já temos e sabendo que ele nunca soube lidar com a finitude do ser humano, nem mesmo com o processo de envelhecimento que tal impõe, não me surpreendeu que usa-se da palavra escrita para expressar o que lhe vai na alma.

O que me deixou realmente surpresa foi a forma escolhida para libertar toda a dor que o atormenta. Virou-se contra um deus, no qual diz ter deixado de acreditar aos 6 anos (quando pela primeira vez viu-se confrontado com a angústia da perda de um ente querido), e virou-se contra a crença nunca perdida  neste mesmo deus por parte de quem agora está prestes a partir, mesmo quando enfrenta um grande sofrimento.

No final da leitura do que ele escreveu, o que me ficou a matutar na cabeça é que todo este seu desabafo nada tem a ver com a sua descrença nesse deus, mas sim com a sua revolta perante a vida. Já que, a meu ver, quem não acredita num deus, não lhe atira com as culpas pelos desconfortos que a vida nos dá.

Apenas e só vi alguém que, desde os 6 anos, não conseguiu fazer as pazes com a vida, nem aceitá-la como ela é. Simplesmente, manteve a sua postura birrenta de criança que ouviu um 'não' que detestou e assim se mantém. Virou-lhe as costas e nunca mais quis saber desta sua característica finita.

Dizer um adeus definitivo dói, mas tal não deve acarretar não o fazer. Podemos não compreender ou querer aceitar, mas devemos dar espaço para este adeus passar e deixar a sua marca em nós. Para que, quando a dor causada for apaziguada, haja espaço para mantermos na memória a oportunidade que tivemos para ser felizes quando partilhámos, por momentos, a vida.

Fechar-lhe a porta, fingindo a sua não existência, não é solução.


quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Xô Doutor Tenho Uma Dôr

Fractura do cóccix e de uma vértebra como consequência de uma queda por desmaio, diagnosticado (por médico do Serviço de Assistência Médica privado) dois dias após o acontecido e passagem pelos Urgências de um Hospital Público.


Tudo porque o médico* do Serviço de Urgências apenas conseguiu ver - após um 'boa tarde, sente-se') - uma subida súbita da tensão arterial e hematomas na região lombar que deveriam ser tratados com alimentação mais cuidada e analgésico - seguido de um 'boa tarde, próóóóximo?'


* Andamos nós a pagar, indirectamente, o ordenado a pessoal
que apenas revela incompetência e muita, muita,
falta de tacto para lidar com o outro.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Era Preciso Isso?

 
 
Por um mísero TeLeMóVeL?