E já lá vão cinco anos que ando perdida aqui pela blogosfera.
Muito por aqui disse, com mais ou com menos inspiração, mas muito mais ficou por dizer. Muitas vezes por falta de tempo, outras tantas por falta de vontade e outras ainda, apenas e só, porque sim.
Nem sempre senti, nem sinto, necessidade de por aqui passar para dizer algo, mesmo que sem sentido.
Como quase tudo na vida a actividade neste espaço vai seguindo a minha vontade* e, pelo gozo que retiro quando aqui escrevo, apenas o vejo como uma boa parte de mim. Boa parte, não pela quantidade e qualidade do que aqui escrevo, mas sim pela forma como o sinto e pelo que ele me tem dado.
Sinto que ao longo destes anos tenho deixado aqui sempre um pouco de mim, o que me permite, entre outras coisas, ver-me ou rever-me com uma maior objectividade (fruto da distância temporal que vai arrefecendo a importância subjectiva de alguns desabafos) e reviver momentos que já lá vão e que pareciam apagados da memória.
Assim, sempre que penso que talvez não faça sentido manter activo este espaço tão inactivo (que é algo que aconteceu mais vezes do que as que me vou recordando enquanto aqui estou a escrever) relembro-me do que ele me faz sentir e o que de melhor ele me tem dado: a oportunidade de conhecer pessoas que de outra forma seria pouco provável vir a conhecer.
Com muitas delas o conhecer passou da esfera virtual para a real (que é a forma que mais aprecio de conviver, conversar, rir, debater, disparatar, etc. e tal). Destas, algumas conquistaram um papel importante na minha vida, já que fomos criando laços que levaram a amizades que ainda se mantêm (e muitas já se afastaram desta vida virtual). Outras tantas tiveram uma passagem fugaz, que se resume a partilhas de uns bons momentos. Outras ainda houve em que tudo não passou de um jogo de toca-e-foge, não houve clique algum que levasse a manter uma relação fora do campo virtual.
Em todas estas formas de conhecer que este espaço me tem proporcionado nunca tive uma desilusão, visto que nunca criei uma imagem rígida com características físicas de quem dava vida aos blogues. No máximo criei um esboço relativamente a padrões comportamentais e de pensamento, o que é menos ilusório e pode ser facilmente retocado por ser maleável.
Isso porque o que está por trás desta vontade de me dar a conhecer e de querer conhecer a pessoa que está por trás do Nick é a escrita, quer pelas afinidades ou pelas divergências, quer por a achar fascinantemente ficcional ou real. Não faço criação de expectativas, apenas e só quero poder ter uma leitura mais pessoal do que escrevem, já que após este passo já me é possível acrescentar uma voz e uma expressão, não totalmente imaginada, ao que leio, levando-me a uma interacção com o outro mais aprazível. Portanto, o que acabei por ter desta vontade concretizada são as mais-valias que acabamos por receber ao termos abertura de espírito para sairmos da nossa caixa e entramos na dos outros.
Apesar de, actualmente, este entusiasmo do conhecimento real estar apagado (nos últimos 2 anos dei-me a conhecer a 4 pessoas, sendo que duas se enquadraram no jogo do toca-e-foge e as outras duas podem estar a caminhar para a criação de laços mais fortes), a vontade que o alimenta ainda se mantém. Assim, a disponibilidade de continuar a querer conhecer e dar-me a conhecer a quem por aqui possa passar é uma porta entreaberta à qual basta tocar para poder vir-se a tornar uma porta aberta.
Tudo isso para dizer que ainda não é desta que a luz por aqui se apaga, porque a qualquer momento pode dar-me vontade de escrever.
Muito por aqui disse, com mais ou com menos inspiração, mas muito mais ficou por dizer. Muitas vezes por falta de tempo, outras tantas por falta de vontade e outras ainda, apenas e só, porque sim.
Nem sempre senti, nem sinto, necessidade de por aqui passar para dizer algo, mesmo que sem sentido.
Como quase tudo na vida a actividade neste espaço vai seguindo a minha vontade* e, pelo gozo que retiro quando aqui escrevo, apenas o vejo como uma boa parte de mim. Boa parte, não pela quantidade e qualidade do que aqui escrevo, mas sim pela forma como o sinto e pelo que ele me tem dado.
Sinto que ao longo destes anos tenho deixado aqui sempre um pouco de mim, o que me permite, entre outras coisas, ver-me ou rever-me com uma maior objectividade (fruto da distância temporal que vai arrefecendo a importância subjectiva de alguns desabafos) e reviver momentos que já lá vão e que pareciam apagados da memória.
Assim, sempre que penso que talvez não faça sentido manter activo este espaço tão inactivo (que é algo que aconteceu mais vezes do que as que me vou recordando enquanto aqui estou a escrever) relembro-me do que ele me faz sentir e o que de melhor ele me tem dado: a oportunidade de conhecer pessoas que de outra forma seria pouco provável vir a conhecer.
Com muitas delas o conhecer passou da esfera virtual para a real (que é a forma que mais aprecio de conviver, conversar, rir, debater, disparatar, etc. e tal). Destas, algumas conquistaram um papel importante na minha vida, já que fomos criando laços que levaram a amizades que ainda se mantêm (e muitas já se afastaram desta vida virtual). Outras tantas tiveram uma passagem fugaz, que se resume a partilhas de uns bons momentos. Outras ainda houve em que tudo não passou de um jogo de toca-e-foge, não houve clique algum que levasse a manter uma relação fora do campo virtual.
Em todas estas formas de conhecer que este espaço me tem proporcionado nunca tive uma desilusão, visto que nunca criei uma imagem rígida com características físicas de quem dava vida aos blogues. No máximo criei um esboço relativamente a padrões comportamentais e de pensamento, o que é menos ilusório e pode ser facilmente retocado por ser maleável.
Isso porque o que está por trás desta vontade de me dar a conhecer e de querer conhecer a pessoa que está por trás do Nick é a escrita, quer pelas afinidades ou pelas divergências, quer por a achar fascinantemente ficcional ou real. Não faço criação de expectativas, apenas e só quero poder ter uma leitura mais pessoal do que escrevem, já que após este passo já me é possível acrescentar uma voz e uma expressão, não totalmente imaginada, ao que leio, levando-me a uma interacção com o outro mais aprazível. Portanto, o que acabei por ter desta vontade concretizada são as mais-valias que acabamos por receber ao termos abertura de espírito para sairmos da nossa caixa e entramos na dos outros.
Apesar de, actualmente, este entusiasmo do conhecimento real estar apagado (nos últimos 2 anos dei-me a conhecer a 4 pessoas, sendo que duas se enquadraram no jogo do toca-e-foge e as outras duas podem estar a caminhar para a criação de laços mais fortes), a vontade que o alimenta ainda se mantém. Assim, a disponibilidade de continuar a querer conhecer e dar-me a conhecer a quem por aqui possa passar é uma porta entreaberta à qual basta tocar para poder vir-se a tornar uma porta aberta.
Tudo isso para dizer que ainda não é desta que a luz por aqui se apaga, porque a qualquer momento pode dar-me vontade de escrever.
*A titulo de exemplo tenho este mesmo texto que começou
a ser escrito no ano passado, sofreu uma interrupção qualquer,
sendo que só agora o dei como terminado e ao que parece publicado.



















