quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Li Por Aí...


(Diz o gato ao cão)

Não há humano que admita que está apaixonado.
Preferem fazer de conta que está tudo bem e que não há problema nenhum.
Já te expliquei isso uma vez, o outro nunca deve saber como o amamos.
Isso é uma regra não expressa, mas que todos respeitam. Senão estás tramado.*


Franke Scheunemann, Cão Procura Príncipe Encantado Para Dona Espectacular



* Aceito que, inicialmente, haja alguma reserva, e até mesmo receio, em mostrar o que se sente. Mas se passarmos a vida toda a esconder os sentimentos que temos pelos outros como poderemos viver uma relação verdadeiramente?

3 comentários:

  1. ...não podemos...

    ...por isso é que tantas acabam sem se saber como ou porquê...

    ...o silêncio acaba por as esgotar...

    :)

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  2. Há sentimentos e sentimentos. Alguns, são publicáveis, outros, por sua vez, ficam no nosso arquivo, bem atrás naquela gaveta chaveada.

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  3. Ulisses,

    Também sou apologista disso, ficar a viver de suposições que vamos tirando do que o outro sente por nós é desgastante a médio-longo prazo e não traz nem a confiança nem a estabilidade que uma relação deve dar.

    O silêncio só é positivo quando nele se mostram certezas e não se escondem dúvidas.

    José,

    Bem vindo ao meu cantinho.

    Se é necessário guardar sentimentos a cadeado ou é porque não temos certezas deles ou porque duvidamos que quem os despoleta não será seu merecedor.

    Viver constantemente neste limbo do dou-não dou e sinto-não sinto torna-nos inconsistentes nas nossas escolhas e não nos leva a viver plenamente nenhuma relação.

    As dúvidas são legítimas quando temos opção de escolhas, mas temos que encará-las como uma forma de nos levar a agir e não simplesmente desistir porque não temos capacidade (ou em muitos casos, vontade) de assumir as escolhas que fazemos.

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