terça-feira, 15 de abril de 2008

Contado... Ninguém Acredita

Parece impossível, mas é verdadeiro.

Quando me lembro de contar algumas das minhas aventuras, grande parte do pessoal fica meio aparvalhado. Há quem diga que não percebe como é que a mim me acontece tanto absurdo e até certo ponto eu já aceitar como normal.
Bem, não é bem eu considerar normal as coisas que me acontecem, é mais eu já não me espantar com tanta anormalidade que vai acontecendo no meu dia a dia.
Para introdução a mais um episódio, no mínimo desagradável, acho que já é suficiente.
Vamos lá à história que é o que interessa.

Há dias, após mais um dos meus pequenos passeios matinais, estou, feliz e contente, a regressar a casa, quando vejo um homem (acho que chamá-lo de homem é bom de mais, mas dado o adiantado da hora e a minha falta de paciência para mais, fica o elogio não merecido) a caminhar na minha direcção, com um ar idiota até à última casa, que começa a cantarolar em voz alta:

- Eu gostú muitxo dxi vê sua bundxinha lindxa (vai com sotaque para não fugirem do original)

Bem sei que não é nada de mais. O idiota pode ter ficado com esta música no ouvido, deu-lhe uma coisinha má e lembrou-se de cantarolar (pensei eu na minha humilde inocência).
Quando está mesmo ao pé de mim, já não bastava o desafina cantarolar, não vai de modos.

PAAAAAAAAAAZZZZ!!!

Então não é que este mentecapto se lembra de levar a mão imunda até ao meu belo traseiro. Assim sem mais nem menos apalpa-me.


Eh pá, tudo menos isso! Suporto tudo menos isso! - disse para mim nos escassos milésimos de segundo que antecederam a minha transformação para o Self-defense mode.
Digo-vos já que tenho medo quando chego a este ponto. É que fico cega e não meço as consequências dos meus actos.

Mas pronto, desta vez fui soft. Só enfiei uma murraça no focinho da besta quadrada.
Nada de mais.


E ele também deve ter achado o meu murro coisa de menina, pois, embora agarrado ao queixo, ainda se foi embora a bramir:

- Lindxa eu gostú dxi você, más gostava mais si você não fumassi.

Bem, para me conter e não ir a correr atrás do gajo, contei até 100 em japonês, ainda mais rápido do que quando entrei em Self-defense mode, e só o gritei:

- VÁ PÓ CA-RA-LHOOOOOOOOOOO!

Há coisas fantásticas, não há?
Mas esta não é certamente.

Não percebo porque é que me continuam a surgir tantos duques e cenas tristes. Este jogo parece estar viciado.

12 comentários:

  1. Que tal escreveres um livro de experiências estranhas. Tenho a certeza que ganhavas um balurdio

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  2. Mariza: não stresses, há malucos para tudo, acreditas que no outro dia, ía um tipo a descer a Alameda TODO NU? Sim, nuinho da silva, como é possível? E ía na boa, como se nada fosse. Enfim...

    Bjks

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  3. ahahahahaa...so mesmo a ti...saudades tuas e das tuas experiencias meio alucinantes jokas gds

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  4. Este blog é só histórias estranhas! Hehehehe!

    Bjocas

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  5. Realmente minha amiga!
    Acontece-te cada cena à filme...
    Mas estiveste muito bem! LOL

    Beijos

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  6. Psyhawk:

    Baseada em factos reais ninguém lhe pegava porque achariam que era mentira LOL

    Bjkas

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  7. Su:

    Bom mas esse ao que parece não interagiu com o meio :)

    Bjkas

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  8. Renascida:

    Sim, há quem diga que estes episódios só acontecem a mim.

    Bjkas

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  9. Ana:

    Eu tento mudar de registo mas...

    Bjkas

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  10. Dreamer:

    A chatice destas cenas à filme é que eu acabo sempre por ser protagonista.

    Bjkas

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