quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Medo, Muito Medo?





O que sentir quando um colega, com o qual não trocamos mais do que o cordial 'bom dia, como está?' e impressões de trabalho, nos vem procurar todos os dias, à entrada e saída, para um beija-mão, nos oferece flores e bombons no dia de S. Valentim e ainda nos trata por você, num falso distanciamento, já que trantando-nos pelo nome acrescenta um inha?

Medo, muito medo é pouco?

Be My Valentine*

Para quem ainda não sabe o que oferecer à cara gémea e à alma metade, e também não se quer deixar levar pelas ideias consumistas que o mercado impõem (ou seja está sem cheta). Aqui fica uma ideia romântica para o dia dos namorados. Que não restem dúvidas que a noite será escaldante.




E como felicitar é bonito e está na moda: a todos FELIZ DIA DE S. VALENTIM!



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* Haja paciência para dias temáticos sem conteúdo.
E viva a sociedade de consumo.

Dúvidas



De facto, ainda não percebi porque insistimos em guardar mais intensamente
na memória as coisas menos boas que nos acontecem.



quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Dolce Fare Niente Volta!






AHHHHH!! Saudades das conversas de final de tarde, acompanhadas das morangoskas de 'arroz mascavado' e deste pôr-de-sol.

Esplanar precisa-se.

Ouvi Por Aí


"Desculpa lá, mas os homens quando são bonitos são cabrões.
São mesmo uns grandes cabrões.
É um facto."

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"Satanás escraviza as pessoas.
É por isso que este mundo está como está.
Aparece na congregação pelas 18h para te libertares dos teus pecados."

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"Acho que todos procuramos alguém
que tenha a arte de nos entrar no sangue
e nos levar até à lua."

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quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Magic


Quem nunca pensou nuns truques de magia para de quando em vez ultrapassar obstáculos diários.

Jamais


Afinal o novo aeroporto vai continuar a chamar-se Aeroporto da OTA
(Obra Transferida para Alcochete)

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Descoberta

Desde que me conheço como gente que 23 de Janeiro é dia de grande festança. É o aniversário da avó, o aniversário do avô, o aniversário da tia e o aniversário do pai, que formam o Quarteto de 23.

Ano após ano, a família e os amigos animam a casa. À medida que os anos passaram, o Quarteto 23 virou trio, depois dueto e de momento é um solo, agora que por cá só está o senhor meu pai.

E não é que este ano acabámos de descobrir que este senhor nasceu a 21 de Janeiro. Dia 23 foi quando passou pela cabeça dos senhores meus avós que registar esta alminha até seria uma boa ideia.

O senhor meu pai sempre soube disso e nunca disse a ninguém.
OH! Paizinho isso não se faz!

Se fosse a senhora minha mãe pedia o divórcio :)

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Que Irritação!!!


Haverá algo mais irritante do que no teu DIA DE FOLGA (após dez longos dias de trabalho), às 8 HORAS DA MANHÃ, o TELEMÓVEL TOCAR e SERES ACORDADA pela voz da chefe que pede encarecidamente PARA SUBSTITUIR UM COLEGA QUE FALTOU sem avisar?

CLARO QUE HÁ!

NO DIA SEGUINTE VOLTAR A ACONTECER O MESMO, mas ÀS 7 HORAS DA MANHÃ.

ESTA EMPRESA NÃO TEM MAIS COLABORADORES?
É o que dá ser demasiado prestável.

domingo, 13 de janeiro de 2008

Is It a Bird? Is It a Plain? No, Is Superman!!

Saio do trabalho, estou na paragem a aguardar o autocarro. Vou aproveitando os entretantos para pôr a leitura em dia e descomprimir do stress do trabalho. À minha volta meia dúzia de pessoas aguardam impacientes mais um regresso a casa, mas a sua impaciência não me atinge. Em poucos minutos estou envolvida pelo ritmo que o leitor de mp3 liberta. Deixo de pensar no trabalho e desligo-me do que se passa à minha volta.

A chegada de um autocarro faz-me voltar à terra. Desvio os olhos do livro para ver se é o meu. Para variar não é, mas pelo menos à minha volta já só restam duas senhoras. As outras pessoas desapareceram.

A música e a leitura estão novamente a libertar-me do que me rodeia. A sensação de liberdade é quebrada pelo diálogo que as duas senhoras começam.

Uma, excitadíssima até à última casa, aponta para algo enquanto vai chamando a atenção da companheira que não parece dar a mínima importância ao que se passa.

Senhora excitadíssima (em grande animação): Olha, olha!!! É um cão.
Senhora apática (numa interrogação): Um cãooo?
Senhora excitadíssima: Ali. Olha, é um cão.
Senhora apática: Isso? Isso não é um cão. É...
Senhora excitadíssima (atropelando a outra): Pois não, tens razão. É um lobo.
Senhora apática (em maior interrogação): Um lobooo?!?!?
Senhora excitadíssima (baralhada): Não é um lobo? Então o que é?
Senhora apática (incrédula): Não. É um leão.
Senhora excitadíssima (decepcionada): Ah!! Pois é é um leão.

Quando volta a reinar o silêncio entre as duas, fecho o livro, tiro o telemóvel da mala, vejo as horas, olho para o tal que começou por ser cão, depois passou a lobo e finalmente a leão e não consigo deixar de rir.

Por uns instantes vi-me numa adaptação foleira das Aventuras do Super Homem, graças ao painel publicitário do abrigo da paragem do autocarro.





Is it a Dog? Is it a Wolf?
No, Is Lion of Porches!!



domingo, 6 de janeiro de 2008

Rewind: 2007

Do Natal lembro-me:
24/Dezembro:


10h - Acordar atrasadíssima.
11h - Sair a correr de casa sem tempo para nada mais do que banho.
12h30 - Chegar ao trabalho a horas mas sem comer.
13h - trabalhar, trabalhar, trabalhar, trabalhar, trabalhar, trabalhar
18h30 - Pausa, fumar, pausa, fumar
18h50 - trabalhar, trabalhar, trabalhar, já não dizer coisa com coisa, trabalhar
20h - Tchau, tchau coleguinhas. Bom natal e para quem fica bom trabalho. Até amanhã!
21h - Casa da tia, família reunida, beijinhos para uns, abracinhos para outros, conversas cruzadas, conversas paralelas, as poses para as fotos, os flashes uns a seguir aos outros, a máquina de filmar
21h30 - A Ceia: Tenho o meu pai à esquerda e o meu sobrinho D.G. à direita.
21h35 - Bebida da noite espumante rosé. Eu, a irmã L. e as primas D., C. e Z. fazemos um brinde. D.G. olha para nós e ri, com o copo vazio na mão a dizer que também brindar. O bacalhau vem para mesa. Está toda a gente a comer menos o D.G.





Tento convencê-lo a comer bacalhau, mas ele nada:
Eu - Devias comer um bocadinho do bacalhau, está muito bom.
D.G. - Não tia, bacalhau não. Tia, tia é natal. Tchim-Tchim?
Eu - Se comeres um bocadinho de bacalhau a tia faz Tchim-Tchim.
D.G. - Primeiro Tchim-Tchim depois bacalhau
Eu - Ok. Vamos lá ao Tchim-Tchim
D.G. - Tchim-Tchim
Eu - Agora o bacalhau
D.G. - Eu tiro, só um bocadinho
Eu - Vá come mais um bocadinho, isso mesmo.
21h50
D.G. - Tia tchim-tchim!
21h55
D.G. - Tia tchim-tchim!
22h
D.G. - Tia tchim-tchim!
22h05, 22h10, 22h15, 22h20, 22h25, 22h30
D.G -Tia tchim-tchim!
22h35
D.G - Tia...
Eu - Tchim-tchim?
D.G. - Nã, agora não. Tou a comer o cão com asas*. Só quero mais salada
22H37 - Baixo o braço, poiso o copo na mesa e pego na garrafa, ambos estão vazios
22h40 - Noto que ainda não acabei o primeiro prato e estou com uma tosga bem grande à pala de um puto de três anos.





25/Dezembro:


10h - Acordar com a cabeça feita num oito, a boca a saber a papel e entrar em pânico por mais uma vez estar atrasadíssima para o trabalho



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* Vulgo Perú

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Ausente

Ando com falta de tempo, de inspiração e de vontade...

As histórias são muitas, as aventuras também, os pedidos para trazer uma nova luz a este espaço começam a surgir com alguma insistência. Mas como sou uma mulher de seguir as minhas próprias vontades e que adora ser do contra, vou continuar no meu ritmo.

De momento, a luz que aqui se vê e sente vai-se manter.

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Engate

Já passam das oito horas da noite, a temperatura está um pouco baixa, o cansaço acumulado de mais um dia de trabalho (daqueles que desejamos ao nosso melhor inimigo) permite-me esperar com resignação, mais do que com paciência, pela hora de partida do autocarro. Vou-me distraindo com a música que me invade os ouvidos, com um cigarro que teimo ver queimar e um telefonema de alguém que não interessa nem ao menino Jesus.

Enquanto isso vejo chegar o motorista. Um tipo com mania que é pintas (quase ao estilo cabelo lambido), que se acha o máximo e que nenhuma mulher lhe resiste.

Ele muito lentamente encosta-se a um dos poste do abrigo da paragem, assim como quem não quer a coisa, olha-me de alto a baixo e vai abanando a cabeça em sinal de aprovação. Puxa de um cigarro, enfia as mãos nos bolsos à procura de um isqueiro que, supostamente não encontra e depois de alguns segundos de teatro vem ter comigo:

- Tem lume?

Eu sem nada dizer empresto-lhe o isqueiro que tenho na mão.
Ele acende o cigarro e agradece.
Eu retribuo com um seco aceno de cabeça e afasto-me.
Os meus pensamentos levam-me para longe, mas depressa sou interrompida pela tosse cavernosa do dito senhor.

Ao achar que tem a minha atenção diz:

- Tenho de largar o tabaco. Só me está a fazer mal... Mas também se não forem estes pequenos prazeres da vida, pouco mais levamos dela...

Eu mantenho-me em silêncio. Mas ele volta à carga:

- Sabe, eu só tenho dois vícios. Quer adivinhar quais são?

Já sem paciência nenhuma para o ouvir, respondo:

- Um é mais que óbvio, o outro não faço a mínima.

Acompanhando com uma nada subtíl piscadela de olho ele insiste:

- Atire qualquer coisa para o ar, não é nada complicado.

Acabei por dizer a primeira coisa que me veio à cabeça:

- Álcool?!?!

Tentando não me desmanchar a rir com a cara de espanto dele, acrescentei:

- Peço desculpa, é óbvio que um motorista profissional não é viciado em álcool. É melhor dizer-me qual é.

Ele sorri, enche o peito de ar, volta a piscar o olho (nessa fase já comecei a pensar que fosse tique) e tal como um pavão responde:

- As mulheres. Então não é óbvio?!?!?

A minha resposta ao "Então não é óbvio?!?!?":

- Pois, não sei como não me lembrei desse. Logo eu que tenho estes mesmos dois vícios.

E ficámos por aqui...

sábado, 10 de novembro de 2007

Bolsas: Galp e LV

Ontem, à conversa com uma colega no trabalho depois de termos sido informadas que as acções da Galp valorizaram 24,7% e apresentaram uma rendibilidade a 1 ano de 150%:

Eu - Vejo-me chegar ao Admirável Mundo Novo.
Ela - Como assim?
Eu - Percebo que os resultados da Galp são positivos. Mas não percebo nada de mercados financeiros.

Ela como expert no assunto dá-me uma breve explicação.

Eu - Percebo isso, mas troco os termos técnicos. Além disso, continuo a dizer que não percebo nada de bolsas.

Ao que ela responde com o ar mais sério do mundo:

- Desculpa lá alguma coisa deves perceber, nem que seja da Louis Vuitton.

Ainda demorei alguns segundos a perceber e de repente olho para ela e partimo-nos a rir.





Já recompostas continuamos a conversa:

Eu - Eh pá! Nem por isso. Pelo menos os clássicos fazem-me lembrar a minha avó.
Ela - As clássicas são um pouco old-fashioned, mas as de pele de avestruz são bem giras.

E desta forma voltámo-nos a perder dos fundos de investimento.

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Há Alturas Que Apetece...


Estimado chefe,

Vou estar ausente do escritório para gozar umas boas férias. Estimo que todos fiquem bem.
Não deixem de me enviar os Emails do costume a pedir trabalhos urgentes.
Conforme ilustrado o meu sistema de arquivo automático tratará dos assuntos com o cuidado que eles merecem.

Até breve.